sexta-feira, abril 03, 2015

Dois poemas de Edna das Dores de Oliveira Coimbra


Quem?

Olhando o céu
Vi o esplendor das estrelas
E fitando o mar
Observei quão belo e cadenciado
É o ir e vir de suas ondas.
Nos planaltos e planícies
Constatei a imensidão
De um verde tão lindo
Com suas variações de tons.
E no desabrochar das flores
Também pude testemunhar
A beleza ímpar e a precisão
De suas formas, cores e fragrâncias.
Porém, ao presenciar o nascer de um rebento
Meu coração se questionou
Quem poderia dentro de um ser
Outro ser fecundar
Criando e desenvolvendo
Pele, músculos e ossos
Sem ao primeiro danificar?
E minha alma solene
Prontamente me respondeu
Quem, se não o Deus do Universo
Que a tudo fez e criou
Daria-nos a natureza como forma de amor!
Portanto, vamos a Ele nosso louvor prestar.
Pois somente ele é digno
Pelas maravilhas que faz
De ser adorado dia e noite
Como nenhum outro igual.


Amor de Pai

Ó homem ingrato e rebelde
Quem tu pensas que és?
Por que não agradeces a Deus
O teu quinhão particular?
Pois, bem poderia o Senhor
Tua vida rejeitar
Mas, pelo contrário, te ama tanto,
Que ao próprio Filho fez matar
Morte vergonhosa de Cruz
Para a ti e a mim, salvar
Olhe em sua volta e veja
Que magnífico esplendor
Poderias tu, criar a Natureza
E tudo que nela há?
Portanto, reflitas e decidas
Em que lado irá ficar
Pois só quem ama a Deus
Pode do seu bem desfrutar
E depois à sua mesa

Com Eles se assentar.

domingo, março 29, 2015

Dois poemas de Natanael Santos


FRAGMENTOS DO SER

Fraccionado jaz teu ser ai no chão
Por toda parte se vê os estilhaços
Deste projétil que feriu teu coração
Deixando-o todinho em pedaços.
Taciturno, cabisbaixo e destruído.
Chorando a miséria em que estás
Pensando que do mundo excluído
O tempo inteiro, você há de ficar.
Deus sabe o que fazer contigo agora
Ele pega esse pouquinho que restou
Essa apatia, Ele manda já embora,
Te diz: “Não temas! Contigo Eu estou.
Levanta tua cabeça nesta hora
Porque reconstruir-te agora EU vou”.

MINHA ORAÇÃO
Senhor venho a Ti humildemente
Prostrado em contrita oração
Suplicar-Te, ó Deus grande e complacente.
Sobre teus filhos estenda as Tuas mãos.
Somos tão frágeis, e por vezes tão carentes,
Sem Tua ajuda, meu Senhor o que fazer?
Seja conosco uma vez mais benevolente
E não nos deixe neste mundo perecer.
Tu és grande, e o teu amor é imensurável.
Satisfaça-nos com Sua graça inaudita,
Dá-nos forças e uma fé inabalável.
Nessa oração, eu rogo a Ti também
Que nos guie em Sua verdade insofismável
Em nome de Jesus pra sempre amém!

quarta-feira, março 25, 2015

O Rolar dos Anos, poema de Thiago Rocha


O Rolar dos Anjos

Passa ligeira a vida como a flor,
que nasce de manhã, logo fenece;
e nossos dias correm qual vapor,
que, logo sobe ao céu, desaparece...

E vai-se a vida como um breve olor,
como o breve queixume de uma prece;
como a chama que perde o seu calor,
e como um pensamento que se esquece...

Os anos que ficaram para trás
não voltarão a nós, nunca, jamais;
portanto, nunca mais os lastimemos.

Se os nossos dias junto a Deus vivemos,
e se seguimos os divinos planos,
não lamentamos o rolar dos anos!

Do livro Águas de Descanso

domingo, março 15, 2015

Acordo Sempre Onde a Traição Impera - Sammis Reachers

Claude Howell

Acordo Sempre Onde a Traição Impera

Acordo sempre onde a traição impera
Onde o inverno é o sumo deus de cada coração e lar
E um caldo ralo de lavagem, em sujo alguidar
É o holocausto que deitam à primavera

Sempre desperto em países distantes
Ontem hoje e a cada dia piores do que antes

Sempre acordo num condado sombrio
Povoado de caveiras a abraçarem-me com seu frio

Acordo mormente triste num mundo nefando
Erigido com os átomos do Mal
Cujo diuturno crepúsculo vai tudo sepultando
Da aurora austral à boreal                 
                                             
                                               E não finda ou morre,
       Moendo tudo em seu negro bojo
       Disto acordo já cheio de nojo

Aos chutes despertam-me a cada novo dia
No centro de um fausto baile à fantasia
Onde todos, democratas, vestem-se de Mephisto

Cativo, arreio a cangalha que deitam ao meu corpo imundo
E mostro-lhes, em chagas e nu, meu eu profundo,
Desvelando no meu, vil, o ardente Coração de Cristo

A multidão bacante gargalha, mas três ou quatro arlequins
Num brilho de olhar, entendem que Um Outro Mundo Existe
E o restolho de esperança trôpega que há em mim
Nestes tênues olhares que brilham, resiste e subsiste

Desperto à meia-noite aos gritos de um tordo,
Sempre divisando já, no horizonte do dia
A doce hora de deitar, unívoca alegria

E quando deito sonho que neste mundo não acordo
E nesta hora, dentro deste sonho meu nunca vero
Sonho então o meu único sonho verdadeiro:

Vejo, Senhor Jesus, ao ressonar mais uma vez
Na cama solitária de minha invalidez
Num repente, à minha volta,
Romperem-se em grã revolta
As paredes de minha húmil choupana,
Fogo a grassar, da cama ao teto da cabana
E meu corpo, ardente, posto agora a flutuar

E então, em A Tua Volta,
Em O Teu Grande Dia (que havia de chegar)

Eu, transido em nova natureza, derradeiramente DESPERTAR.

sábado, março 07, 2015

Três poemas de Luciano Dosanjos


Sonhos de amor

Sigo pelas ruas
Com a cabeça nas nuvens
Escalando estrelas
E plagiando o voo dos pássaros

As pedras que me ofertam
Transformo em poesia
Na foz do meu silêncio
Nasce sempre um novo salmo

Meu coração é um menino
Só que falar de amor. 


Hora última

Nesta hora última
Em que um manto de sombras
Vedou os olhos dos caminheiros
E perdidos sem timoneiros
Vagam mendigando um facho de luz.

Vai, oh semeador de esperanças,
Colher almas para Cristo
Serás bendito entre as nações
Quando as boas novas anunciar
Sê um arauto da seara fecunda
Converte os desalentos em gozo eternal.

Avante cidadão do céu!
Tu és a lâmpada do porvir
Quantos caídos se levantarão
Com os verbos de luz semeados por ti.

Vai! Deixa o amor guiar teus passos
Não precisa bagagem nem nada
Pão não te faltará ao longo da jornada
Cada canto do mundo encontrará pousada
     O dono da seara garante tua viagem.


Vero amigo

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O fragor da sua presença
Espalha cheiro de mirra
Nos campos brancos da alma
Musicando meu silêncio
Com clarinadas celestes

Desde menino
Conhecia-te em sonhos
Colhendo as flores nos meus olhos
Com seus dedos translúcidos

Agora que Te revelastes
Sinto teus dedos acarinhando minha fronte
Cada palavra que Tu me inspiras
Abre uma porta para o céu...



domingo, fevereiro 22, 2015

O Amor de Deus em Versos, livro de Vanessa Paulini


A autora Vanessa Paulini acaba de disponibilizar, para leitura online, seu belíssimo livro O Amor de Deus em Versos. Nele, em poemas de bela composição e positiva ternura, Vanessa emprega sua voz poética em adoração ao único Deus, compondo textos de riqueza devocional exemplar.

Para ler o livro no site Bookess, acesse: http://www.bookess.com/read/20172-o-amor-de-deus-em-versos/

Dois poemas do livro

Estrelas

Meu Deus, como é maravilhoso sentir em minha vida as Tuas surpresas
Ouvir Tua voz suave e doce como o mel
Olhar para o imenso e extenso céu
E ver da Tua criação, quebrando a escuridão... as estrelas.

Que brilham, reluzindo fortemente
E espalhando-se na imensidão
Juntas numa cortina de luz resplandecente
Por toda noite, a cada noite brilharão.

Meu Deus, pequenas no grandioso céu são elas
Mas com seu brilho, a escuridão não as consome
Conheces, Senhor, a cada uma delas...
Conhece-as pelo nome.

Meu Pai, Criador das estrelas
Que colocou cada uma em seu lugar
Meus olhos ilumina ao vê-las...
E em meu coração reflete: também nos fizeste para brilhar. 


Viverei para ti

Não conheci maior amor, nem mais verdadeiro encontrarei
Que pode sua própria vida por mim oferecer
Por isso minha vida também a Ti entregarei
Tua vida entregaste por inteiro, amando-me sem eu merecer.

E que a cada momento possa lembrar do Teu amor
Que a minha vida escondida em Ti esteja...e sozinha não estarei
Comigo estás por onde eu for
E ao meu coração diz: Nunca jamais te deixarei.

E quando de lágrimas estiver meu coração inundado
Eu possa sentir a doçura da Tua paz derramar-se como o mel
E então me perder na grandeza do teu cuidado
Grande como assim é a imensidão do azul do céu.

E nos teus braços me protegendo e envolvendo
Guiando-me na Tua palavra, apagando no caminho as tristezas
E sentir Teu amor em minha vida resplandecendo...
Como na noite resplandece na escuridão o brilho das estrelas.

E então lembrar-me sempre que cuidas de mim
E no Teu cuidado viver para Ti em todos os lugares
Assim como cuidas das flores no jardim
Enfeitando-as com beleza...protegendo-as em detalhes.

E que nos detalhes da minha vida...em tudo o que eu faça...
Os meus planos, os meus sonhos...sejam Seus
E, assim, enquanto o tempo passa...
Viverei para Ti o melhor dos dias meus.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

NAS MÃOS DE DEUS, poema de Thiago Rocha


NAS MÃOS DE DEUS

Ajuda-me, ó meu Deus,  a compreender
aquilo que estiver ao meu alcance.
E dá-me paciência no viver,
para que de esperar eu nunca me canse.

Torna inda mais submisso o meu querer,
e sobre ti a culpa eu jamais lance,
por ser limitado o meu saber,
que além do misterioso nunca avance.

Ajuda-me a aceitar tua vontade,
sabendo que és o Pai da Eternidade
e fazes tudo com total razão.

Aceite minha mente limitada
que, neste mundo, coisa alguma, nada
foge ao controle da divina mão.

Do livro Arte de Viver

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Invocación/Invocação, e-book de Alfredo Pérez Alencart


O laureado poeta e professor peruano Alfredo Pérez Alencart, radicado em Salamanca, Espanha, disponibilizou seu novo livro, a excelente antologia bilíngue Invocación Invocação, para download gratuito. Com poemas vertidos para o português de forma primorosa por Albano Martins, o livro traz ainda pinturas de Emerenciano. A edição está a cargo da Hebel Ediciones, do Chile. 

Para baixar o livro (ou ler online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.
Para baixar o livro pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.




O autor disponibiliza ainda outro excelente livro (este apenas em espanhol), Hasta Que Él Vuelva.

Para baixar o livro (ou ler online) pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.


Alguns poemas de Alencart:


INVOCAÇÃO 

Onde quer que estejas, 
irmão, 
abre os punhos 
e que as armas 
não voltem às tuas mãos, 

que a luta 
não insista em aproximar 
distâncias, 

que apenas as palavras 
se ergam e imponham. 

Que as tuas palavras, e não 
os golpes nem as balas 
se imponham, 
e que em ti cresça 

a benevolência.


 O MAIS SOMBRIO 

O mais sombrio 
é o olho branco 
do cego 

e a miséria 
que se insinua 
entre as pessoas 
que diariamente pisam 
as ruas 
atroando-lhes 
o ventre. 

Sombrio o coração 
se este se mostra 
igual ao granito 

ou 
se o pão não abastece 
muitas mesas. 

E sombrio 
passarmos a vida 
desprendidos 
do ramo 

do Amor.


GARÇA VISTA NO FIM DO ARCO-ÍRIS 

Sei que estes bosques 
lacrimejam as suas resinas 
quando sabem que estou longe. 

Por isso regresso quando posso 
aos lugares onde a vida verde 
recebe o meu corpo 
como seu. 

Numa das viagens 
a chuva baptizava 
as minhas orações, quando 
- na margem do lago – 
vi a beleza 
solitária duma garça 
em cuja cabeça terminava 
o arco-íris. 

Nesta terra sagrada 
acabei por afundar 
os meus joelhos. 

Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br


domingo, janeiro 18, 2015

Dois poemas de Mateus Mattos

Zhu Dequn
Verbum

No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus,
o Verbo é ligação,
o Verbo é, simplesmente,
na sua intransitividade
faz-se Senhor sobre todas as coisas,
não havendo necessidade da primeira pessoa do singular,
mas na sua transitividade ama,
ama até mesmo o que se pensa intransitivo,
o que busca, em sua vida, uma oração sem Verbo,
mas como será possível?,
a oração fala do Verbo,
vã é a busca por desoralizar a vida,
mas há vida para aquele que busca O Verbo,
que quando diz haja,
é precedido de houve.



Cento e dezesseis

Ele subverteu meu grunhido
e fez música,
tirou meus olhos da morte,
firmou meus passos,
sem saída estava o meu coração
e constante peso o sufocava,
mas Ele foi meu porto seguro,
da constante tristeza dos dias,
fez festa,
Ele colocou as vírgulas nos lugares certos,
parecia eu caminhar para o sul de Borges,
mas Ele…
mais Ele,
Ele mostrou um amor inexplicável,
eu estava,
agora sou

Visite o blog do autor: http://mateuspmatos.tumblr.com/

terça-feira, janeiro 13, 2015

Dois poemas de Joanyr de Oliveira


O VENCEDOR
Naquela noite em BH, quando o Espírito de Deus
visitou-me de modo memorável,
eu — quase cego — tinha as pontas dos dedos
nas tensas cordas
de uma harpa de vento.

Eu tateava imperiosas trevas
com idade de séculos e milênios...
A Deus clamei, ante as janelas apagadas
a negar-me as paisagens e rostos.
Tudo estava brumoso, mas — como sempre —
a fulgurância divina é que triunfa — e ela veio
e de leve beijou-me a ferida retina.
O Sol de Deus fez-me ver — e conferir—
quem é mesmo sobre todas as coisas,
quem é mesmo de todos o maior
nos céus e na Terra...

AUTO-EXEGESE
O poeta é assim: vai construindo.

Material leve e sem corpo
brota dos canteiros do pensamento.

Moeda não é preciso, nem estudo
de viabilidade. Tudo é viável.
Uma pedra amanhece flor ou pássaro,
o vôo, um sopro de silêncios.
Um féretro matinal pode ser
nada estático ou enfático -
mas compor tênue mancha
a brincar nos ombros da paisagem.

O poeta é assim: surpreende e cala-se. 
Vai abrindo subterrâneos 
nas carnes do nada. Percorre-se 
mesmo enraizado a grutas e argilas. 
(Vem sempre uma criança de luz 
na mãos que navegam o poema.)

O poeta é assim: ninguém lhe traduz 
o rosto a equilibrar o infinito.
Bebendo as veias do mundo,
mastiga as metáforas verdes
e as que se abrem ao beijo da solidão.

Só os anjos amam seu instável idioma. 
O poeta é assim...

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quinta-feira, janeiro 08, 2015

Eu Sou Léia, poema de Myrtes Mathias

Léia e Raquel, tela do pintor e poeta Dante Gabriel Rossetti

Eu sou Léia, 
a pretendida, não cortejada,
não amada como minha irmã.
Assim pensava
até o dia em que o Senhor meu pranto contemplou,
minhas lágrimas no silêncio conheceu,
um filho me deu.
Em relação ao amor, nada aconteceu
que pudesse ser notado na rotina
de minha vida.
Mas aqui dentro do coração, se fez a luz
e o que então me parecia cruz,
transformou-se num singular jogo de amor,
como um segredo que me faz sorrir
e cantar baixinho, quase num murmúrio,
mas tão doce que se algum ouvido estranho o escutar,
pensará:
lá está Léia, a mal-amada,
embalando o filho, com o seu eterno canto de ninar.
 Porque, de repente, Deus-Que-Vê
dá-me um novo ponto de vista
 uma nova dimensão das circunstancias, da situação,
do meu próprio destino
por que hei de andar chorando, com medo do que
possa acontecer?
com medo de ser comparada e perder,
cheia de ciúme e frustração?
Por que não aproveitar os momentos
em que comigo está o pai de meus filhos?
Este homem tão cheio de fraquezas
que vai ser transformado num pai de multidões?
Nesse grande destino que lhe está prometido,
sou parceira, principal, mãe de seus filhos,
que lhe darão netos, bisnetos,
mil gerações, que atravessarão a História,
com a mais linda história de amor de Deus.
Este Deus que hoje me visita, me ilumina,
renova meu entendimento,
transformando todo ressentimento num hino de amor,
não de conformação, mas de aceitação com alegria
do quinhão que a vida reservou pra mim.
Quando Jacó chegar, talvez nem possa notar,
mas de meus olhos sem brilho,
uma nova luz há de jorrar.
Luz que vem aqui de dentro, como uma fonte
de amor e gratidão,
pelo meu quinhão,
pelo meu quinhão:
não tão amada, mas a primeira,
não procurada, mas a verdadeira,
porque o Senhor, que vê, e “tem misericórdia
de quem quer ter misericórdia”,
se apiedou de mim, alegrou minha alma,
me faz cantar assim.
Dentro da limitação que me é imposta,
serei livre e espontânea no meu amor.
Não procurei em outro lugar consolo
não dividirei com outros o meu segredo.
Pensem de mim o que quiserem, falem o que lhes aprouver,
sintam até pena de mim:
não sabem que eu sou feliz, muito feliz.
Engrandecido seja o nome do Senhor,
que coloca em meu coração tal espécie de amor,
que se externa em mansidão, bondade, brandura,
simpatia, compreensão:
- Olha para mim, Jacó,
só há amor dentro de mim e uma eterna gratidão.
Tudo mais foi esquecido:
és meu marido, deste-me filhos,
sou mãe em Israel.
Um dia, os que de nós procederam hão de herdar
a terra prometida que mana leite e mel.
E nisso há um doce envolvimento,
um companheirismo que ninguém pode desfazer,
uma cumplicidade santa, que me encanta e me faz cantar.
E me faz livre para deixar livre o amor sempre escondido,
com medo de ser rejeitada e me machucar.
Mas em mim, agora, há o Espírito de Deus,
e “onde há o Espírito, há liberdade”.
Coloco nas mãos de Deus o meu agora.
Passa por Suas mãos o meu amor
e Ele o santifica, o faz lindo.
Me faz linda. Que o mesmo aconteça diante de ti.
Foi-se o temor. Aleluia!
Viverei intensamente cada instante de proximidade.
Não tenho mais medo de ser envolvida, de me envolver.
Nas mãos do Senhor está o meu destino, minha vida.
Coube-me este quinhão:
embalar teus filhos, cuidar deles,
são minha riqueza, minha herança, minha companhia.
Se não fosse por ti não poderia,
escrever essa canção, sentir esta alegria.
Não tenhas remorso, não sintas medo, não desvies o olhar.
Sou feliz. Sou agradecida.
Participo da vida, como vencedora.
Deus atentou para mim. Abriu-se o entendimento,
mostrou-me o quanto sou abençoada:
nunca mais deixarei que me julguem mal-amada.
Cessou o pranto. Sou rica, sou feliz e canto,
enquanto espero e descanso no Senhor.
Este é o meu hoje, o meu agora.
O que virá depois, hora após hora,
está nas mãos de Deus, o Senhor que cuida de mim.
Cuida de nós.

Amém!

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