terça-feira, agosto 19, 2014

QUEM É ELE?, poema de David Gomes


QUEM É ELE?

Mas, que é esse de jeito assim cansado
que a sorrir percorre o nosso povoado?
Quem é ele que leva na viagem
um cofo com seu rancho
e a Bíblia com a mensagem?

Já o vi pelos rios, navegando alegre
e o encontro outras vezes em pensões de margem
com o povo bom, com o povo incréu
ele é sempre o mesmo, apontando o céu...

Quanta vez mal chegou e vai seguir além
levando seus tratados, com a mensagem do bem.
Canta e ensina ao povo, chora ao ver a dor
combate o pecado, mas transborda em amor!

Deixou atrás sua gente e o conforto alegre
da cidade festiva, cativante e viva
e veio ao nosso encontro
       sem gáudio
        nem comendas,
a viver nosso drama, a desfazer nossa lenda...

De Deus nos fala e que autoridade!
De amor ensina o ideal que anima.
Quem é ele, afinal, conhece-lhe o sinal?

Uma Junta o mandou,  dizem uns
outros protestam, pois contam sua vinda
como oferta de Deus, risonha e linda...
E ele vai feliz, abrindo seu caminho
escola veio dar,
remédio receitar,
e prega o Salvador
que liberta o mesquinho!

Distância ele não vê, calor jamais reclama.
Encarna em sua calma, o Deus bom que proclama,
a pergunta, no entanto, ainda está no ar:

     Mas quem é esse de jeito assim cansado
     que a sorrir percorre o nosso povoado?

É o missionário, amigo, a luz que o céu proclama
o arauto que o sertão veio tirar da chama,
sacando ao pecado, as almas vis, perdidas,
por Cristo, Salvador, Reconstrutor de vidas!
               Bendito sejas,
                             MISSIONÁRIO!

Do livro Antologia Missionária (Casa Publicadora Batista, 1967)


sexta-feira, agosto 08, 2014

Delas é o Reino dos Céus, poema de Paulo Lício Rizzo


Delas é o Reino dos Céus

Quereis que o vosso nome brilhe como os astros?
Escrevei-o, então, na alma das crianças,
que dele jamais se esquecerão...
Sonhais em construir um mundo mais ditoso?
Dizei-o, então, ao ouvido das crianças
e elas, um dia, o edificarão.

Tendes uma palavra de esperança à triste humanidade?
Dai-a aos pequeninos, dai-lhes as sementes
que, no futuro, em suas vidas brotarão
em suas mentes, ainda puras e sem ódio,
vereis que a bondade estende raízes fundas
e faz-se realidade.
Nelas mora, talvez, um Lincoln, um Ruy Barbosa,
que brinca, pensa e sonha com um mundo ideal.

Tendes em vossa mão um raio de luz pura,
que ensinar-lhes podia a desafiar o mal?
Dai-lhes sem demora... e o pendão glorioso
de Cristo, o Salvador,
no porvir majestoso dum sonho nacional,
ditosas mãos pequeninas
hão de se erguer, corajosas,
no coração do Brasil.

Do livro Antologia de Poetas Evangélicos (Ed. Ultimato, 2014)

domingo, agosto 03, 2014

Dois poemas de António Jesus Batalha



GRANDE BONDADE

Ao Senhor de todo o amor e bondade,
Que a vida do ser mortal enobrece,
Dá paz e graça em toda a imensidade,
Traz ao homem verdadeira liberdade,
E a vida que a humanidade carece.

Rio que corre como a madrugada,
Num caudal de alegria e piedade,
Parece que tem a sua hora marcada,
No coração do crente é celebrada,
Com paz e verdadeira felicidade.

Vida que traz verdadeira liberdade,
Rio que transborda nas enchentes,
Inundando os corações das gentes,
Criando no deserto fortes nascentes,
De graça e alegria para a eternidade.


O AMOR QUE SALVA


O Senhor de todo o amor,
Que me conhece e sabe quem sou,
Sabe da minha alegria e dor,
Mesmo assim, na minha vida entrou.

Libertou-me da tristeza e pavor,
A minha pobre alma salvou,
Fez-se meu Deus e meu Senhor,
E com Ele para a Glória vou.

Em minha vida habita a graça,
Deus a enviou do céu para mim,
Grato a Ele ficarei até ao fim.

Um vaso de amor sempre me faça,
Para que ao mundo possa anunciar,
A Palavra que veio o ser salvar.


terça-feira, julho 29, 2014

MÃOS CONSOLADORAS, um poema de Edson Manoel de Lima



MÃOS CONSOLADORAS

Senhor da Paz, das Mãos Consoladoras,
Jesus do Amparo e Revestimento
que acabas com angústias sofredoras
e alegras o mais triste sentimento.

És Remédio para as perturbações abatedoras,
Remédio para a vida e mundano ferimento.
A cura para as situações desesperadoras,
a cura para a dor do mau momento.

Mãos Consoladoras e Mãos Soberanas
que se compadece das fraquezas humanas,
Jesus do Amor que a vida acalma.

Tu acabas com as dores diversas
nas profundidades submersas

do anseio inquietante da alma...

Visite o site do autor: http://www.edsonmanoeldelima.com/

quinta-feira, julho 24, 2014

Dois poemas de Renata Cruz



Forte Fraco Homem Sansão

A lágrima derramada o comovia
Ele continuava a contar suas mentiras
E mesmo sabendo que confiar não podia
Entregou seu maior segredo
Talvez porque perdeu o medo
De acordar sem forças
Pensou que já a possuía
que já não poderia perdê-la

Forte Fraco Homem

Perdia a sua força toda a vez que via
Uma bela mulher a chorar
Ele também a perdia
Por só em si mesmo passar a confiar
Na companhia errada insistia
E o seu controle perdia
E a força que tinha
Era só a que seu braço possuía

Forte Fraco

E a cada erro que cometia
Nada em sua conduta corrigia
Até que foi pego à covardia
E pelo seu erro pagaria
Mas ai quem diria
Do seu Deus se lembraria
E um clamor lhe faria
E Deus o atenderia e seu fim chegaria

Forte



Coloquei mais um prato à mesa

Hora do almoço
Comida feita, pego o prato
Antes uma oração
Ouço o Senhor vindo
Ao fechar os meus olhos
O convite que faltava é feito
Esteja comigo, almoce comigo
Quem diria que ainda hoje
Poderia cear
Com o mais doce Rei
A comida é tão simples,
O convidado é tão espetacular
Que a comida já é mero instrumento
Para mais um momento
De Comunhão!
Comunhão contigo meu Provedor e Rei! 

Visite o blog da autora: http://renatacruz1.blogspot.com.br/




sexta-feira, julho 18, 2014

Piquenique no Éden - Baixe gratuitamente o novo livro de J.T.Parreira


Uma vez mais, cabe-me a satisfatória tarefa de editar uma obra do poeta lusitano J.T.Parreira, em quem encontro um amigo e um mestre nos meandros da Poesia. Mas como apresentar o poeta para aqueles que porventura ainda não o conheçam? Preciso dizer que Parreira é o poeta das finas texturas e da metáfora de ouro, a voz incessante e incensória de nossa melhor poesia cristã, que, de sua Aveiro atlântica, é como um Davi(d) que dispara tesouros de sua rica aljava, tendo por arco a lira, e por seta a palavra.

     Neste Piquenique no Éden, o leitor faceará palavras esmeradas que, em sua morfologia de pedestal, de câmara sacra, de pluma e lâmina, rodopiam em suave dança, em círculos concêntricos em torno à Palavra, o Cristo, o Verbo Encarnado: aqui podemos palmilhar com Ele rompendo as brumas em direção a Emaús, ou melhor, em direção a Ele mesmo; e receber de Suas mãos o pão que sacia a alma, e receber de Seu coração o sacrifício que nos traz a paz.


     Em muitos dos poemas que compõem este singelo opúsculo, somos ainda convidados/constrangidos a lamentar, na dor de Jó, nos muitos abismos de Jonas, na dura sina do indivíduo judeu e da nação Israel, a tristeza de termos deixado um dia o Jardim, como se fossemos membros amputados do corpo da infância, abortados-quando-prestes, quando prestes a nos firmarmos na instância/estação da Felicidade. Aquela Felicidade sempiterna que a redentora Palavra, que subiu e desceu daquela cruz, nos assegura que será novamente, e será para sempre.
Sammis Reachers

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Caso não consiga realizar o download, solicite-me o envio por e-mail: sammisreachers@ig.com.br

quarta-feira, julho 16, 2014

O Abraço, poema de Ruth Vianna



O Abraço

Abraçar é aproximar os corações! 
É envolver o outro ser inteiramente,
é acrescentar algo mais ao seu viver!
Levar você a sorrir novamente,
enfeitar sua manhã e seu anoitecer.
E ver você assim me deixa tão contente!
Um abraço seca suas lágrimas sofridas,
devolve a alegria ao seu semblante.
É capaz até de sarar suas feridas,
fazer você enxergar algo mais nesse instante,
e deixar seu coração solfejando as belezas da vida!
Um abraço pode levar você à paz tão desejada,
varrer de vez a sensação de estar isolado.
Mas, nenhum abraço será igual ao de Jesus.
Porque ESSE é especial! Foi por Deus programado
para abraçar todos os povos através daquela Cruz.
Há abraços para diferentes ocasiões:
para cumprimentar, para comemorar,
para consolar, para acalentar, e para fazer sonhar!...
Alguns são calorosos, excepcionais! 
Outros são mornos, frios, demasiadamente formais.
Mas há o abraço com poder de aquecer almas e corações,
aquele que se eterniza em poemas e canções.
 Todo abraço é de graça!
Não tem senha, nem código de barras; 
mas faz um bem enorme a quem se abraça!
Abraçar é uma excelente terapia!
Costuma fazer milagres,
quando os braços se entrelaçam 
numa mesma sintonia.




Dia dos Namorados

 Deus me deu um coração para amar!
          Ir além da razão!...
         Apagar tristezas, sem jamais parar.
         Deus me deu um coração para amar!
         Ornamentar o mundo!...
         Sempre na ânsia de o transformar.
        No meu peito pulsa forte esta verdade,
        Aumentando mais e mais minha esperança;
        Meu desejo de amar, sem falsidade,
        O outro coração que o meu alcança.
        Rosas de amor eu quero hoje receber!
        Autografadas num buquê sobre a janela.
        Dentro de mim irei guardá-las;
        Ou então adubá-las como doce lembrança...
        Sem, jamais, desse dia me esquecer.

Ruth Vianna é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. 

quarta-feira, julho 09, 2014

O CAMINHO PARA EMAÚS, poema de J.T.Parreira


O CAMINHO PARA EMAÚS

Conversávamos pensativos sobre as coisas
Que aqueles dias nos traziam, os prodígios
Que acabavam, por terra
Quase o terceiro dia, a noite
Na palma das nossas mãos vazias
Até que sem nenhum gesto grandioso
Senão o do instante, Alguém
Se aproximou a um passo de distância
Dos nossos olhos cegos
E sabia, esse Estranho, tudo o que sabia
Deus veio à nossa mente.

09-07-2014

© J.T.Parreira 

segunda-feira, junho 30, 2014

Meu Cristo, poema de João Dias de Araújo


Rev. João Dias de Araújo (1930 - 2014)
Meu Cristo

Meu Cristo é um Cristo vivo,
Que passa levantando o pó vermelho
Nas galiléias do meu coração.
O Jesus que caminha nos meus mares,
Nas praias tropicais dos meus pesares,
Nas montanhas azuis da minha solidão.
Ele entra nos meus templos orgulhosos,
Empunhando o chicote de juiz,
Entra na minhas tempestades fortes,
Concedendo-me a santa diretriz.
Meu Cristo é um Cristo vivo,
Que passa levantando o pó cinzento
Pelas judéias do meu coração.
O Jesus que fustiga o meu pecado,
Que lança o meu orgulho tresloucado,
Ao cilício da minha humilhação.
Ele não é o Cristo das paredes,
Pendurado em palácios ou bordéis.
Nem o Cristo incapaz dos crucifixos
Pendido no pescoço de infiéis.
Pois o meu Cristo é o meu maior amigo.
Meu Cristo é um Cristo que se agita
Dentro da divindade infinita
Dentro da humanidade tão precita.
Bem junto ao lago azul do meu pensar
Ele prega agitando as ondas mortas.
Bem junto à noite escura do pecar
Ele me abriu as reluzentes portas.
Pois Ele anda no meu caminho estreito
Sobe o monte infernal da minha dor.
Morre na cruz feral da minha culpa,
Desce ao túmulo vil do meu negror.
Depois de ergue na aurora dos meus sonhos.
E se embuça nos céus do meu amor.
Meu Cristo é um Cristo vivo.
Que passa levantando o pó imundo
Nos continentes do meu coração.
Mas um dia Ele passará sorrindo
Pelo meu céu inteiramente lindo.
Passará levantando o pó dourado
Pelo estelar caminho conquistado,
Na cruz, de infâmias e de glórias!


Que estou fazendo?

Hino 449 do HPD

1. Que estou fazendo se sou cristão?
Se Cristo deu-me o seu perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão,
há muitas vidas sem salvação.
Meu Cristo veio p'ra nos remir:
o homem todo, sem dividir,
não só a alma do mal salvar,
também o corpo ressuscitar.

2. Há muita fome no meu país,
há tanta gente que é infeliz,
há criancinhas que vão morrer,
há tantos velhos a padecer.
Milhões não sabem como escrever,
milhões de olhos não sabem ler.
Nas trevas vivem sem perceber
que são escravos de outro ser.

3. Aos poderosos eu vou pregar,
aos homens ricos vou proclamar
que a injustiça é contra Deus
e a vil miséria insulta os céus.
Meu Cristo veio p'ra nos remir:
o homem todo, sem dividir,
não só a alma do mal salvar,
também o corpo ressuscitar.


quinta-feira, junho 26, 2014

JESUS E OS PEQUENINOS, poema de Jonathas Braga


JESUS E OS PEQUENINOS

Quando esteve na terra, entre os homens, o Cristo,
cheio daquele amor que em outro não foi visto,
dando aos tristes conforto e alento aos oprimidos,
aos cegos restituindo a vista e aos perseguidos 
por espíritos maus tornando-lhes a calma,
coxos fazendo andar e erguendo com viva alma
os mortos do sepulcro onde inertes jaziam;
à sua doce voz os lírios se entreabriam
e até dos temporais a fúria se abrandava
porque Ele, sendo Deus, o mundo governava.

De todos os confins da terra as turbamultas
corriam a adorá-lo, em seus males sepultas,
que a semente do bem o Mestre conduzia
e a mensagem do amor a todos transmitia.

Era de ver-se então as mães com seus filhinhos,
em busca de Jesus por todos os caminhos,
ansiosas que os tomasse em seus braços divinos
e, sorrindo, abençoasse a todos os meninos.

E Jesus, com ternura a todas repetia,
cada vez que um dos seus impedi-las queria:
- Vós não as impeçais de vir a mim, porquanto
esse reino de Deus de que vos falo tanto,
com todos os seus bens e doces esperanças,
pertence finalmente a todas essas crianças.

Do livro A Maravilhosa Luz (CPAD, 1985)

domingo, junho 22, 2014

O OLHAR DE JESUS, Um poema de Filomena Camacho



O OLHAR DE JESUS

Que olhar é esse único, sereno, profundo!… Difícil de descrever!?
Olhar que trespassa! E a alma toca! Olhar bálsamo, perfume, licor!...
Olhar revelador do celeste! Portentoso, onírico de sublime poder!
Olhar cura, redenção, consolo, vida! Força do mais elevado amor!
Olhar ponte…fluências jorrantes de mananciais do celeste…divino!...
Olhar revelador de extrema tristeza. Olhar “avante” pra prosseguir…
Olhar transcendente, enigmático, sublime, angélico, cristalino!…
Olhar envolvente! Diáfano! Ósculo! Gozo perene do excelso porvir!

quarta-feira, junho 18, 2014

PEQUENAS ORAÇÕES DAS MANHÃS DE FÉ, poema de Josué Ebenézer



PEQUENAS ORAÇÕES DAS MANHÃS DE FÉ

Cada crente possui uma fé.
Não é fácil subir os degraus da vida
– estes degraus da espiritualidade –
sem a oração que sustenta a fé do que crê.
E cada crente tem também um deus.
Mas serão imprevisíveis escaladas
se este não for o Deus dos impossíveis
que sustenta o justo com o pão diário
e veste o frio com o agasalho da esperança.
Eu até diria que nós crentes somos:
um tanto cegos para os transeuntes incréus;
que escorraçamos a miopia quando
o desafio próximo é enxergar com os olhos da fé;
e somos algo surdos para as vozes que gritam agonias;
e algo mudos para os ouvintes
que esperam encaminhamentos.
Como o Jacó da escada em sonhos
queremos chegar no topo, onde Deus habita,
mas o nosso travesseiro é de pedra
e o sonho ameaça virar pesadelo...
Não abrimos mão da fé, cremos em Deus,
mas, no crepúsculo, o céu alaranjado
por vezes acena horizontes ainda indefinidos.
Há quietude, qual bálsamo suave,
nas pequenas orações das manhãs de fé.
E os cãezinhos farejam as migalhas
que caem da mesa do seu senhor.
E no rito da prece, do sonho, da fé,
as árvores balançam ao vento, despencando frutos.
A chuva da manhã cai sobre a relva
e as orações vão movendo o coração de Deus.

segunda-feira, junho 09, 2014

PULSÁTIL, novo livro de Sammis Reachers para download


     É com prazer que disponibilizo para download ou leitura online meu mais novo livro, Pulsátil - Poemas canhestros & prosas ambidestras.
     
Este livro é uma estranha antologia: reuni aqui poemas esparsos, dos mais novos aos mais antigos, de bons comuns poemas a B-sides, mas que não entraram, por quaisquer motivos, nos meus livros anteriores.
     E ainda um resgate: poemas de meu primeiro, terrível (de ruim) e renegado livrinho, São Gonçalo de Todos os Santos (1999).
     Salgando a miscelânea, a segunda parte do livro reúne uma pequena seleção de frases e pensamentos, geralmente publicados no Facebook. Alguns espontâneos, outros meditados, alguns devocionais, outros de viés mais carnal, satírico, espirituoso ou apenas gotículas de ácido destilado. E ainda algumas reflexões e prosas maiores.
     Falando em carnalidade, o livrinho termina com alguns textos de um certo Mathias Raws, falsário de passaportes e ladrão de bancos (regenerado) inglês, de cujo um poema retirei o título para este livro.
     E para completar a medida de balbúrdia em tudo isso, toques de minhas sinistras, canhestras incursões pelas artes plásticas também estão aqui, na figura de uma pintura, um objeto e fotografias.


     Provocações, balões de ensaio testando limites, ‘tentando’ os limites: sem estranhamento não há arte, não há literatura (mas apenas pedagogia, e a mais chã), sem o perigo das bordas do abismo herético, não se pode fazer boa teologia, não se pode expandi-la. Riscos que se corre e riscos que assumo, pois não vejo outra opção para justificar-me enquanto escritor. Não saberia fazer nada diferente.

O livro possui 113 páginas, e está em formato pdf.

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Caso não consiga realizar o download, você pode solicitar o envio por e-mail, escrevendo para: sammisreachers@ig.com.br

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